Ajudar no avanço de tratamentos que podem beneficiar outras pessoas.
Receber acompanhamento médico especializado durante o estudo.
Contribuir para a ciência de forma voluntária e segura.
A pesquisa clínica é uma investigação científica conduzida em seres humanos com o objetivo de avaliar a segurança, eficácia e qualidade de novos medicamentos, vacinas, dispositivos médicos ou procedimentos terapêuticos. Esses estudos são fundamentais para o desenvolvimento de tratamentos inovadores e para a melhoria da saúde pública.
Para garantir a segurança e bem-estar do paciente voluntário, a pesquisa clínica deve seguir um protocolo aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Comitê Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Se os ensaios clínicos não comprovarem a segurança e eficácia do medicamento, ele não será colocado à venda.
– A pesquisa clínica é dividida em quatro fases principais:
Fase 1: Envolve um pequeno grupo de voluntários saudáveis para avaliar a segurança, dosagem e possíveis efeitos colaterais do tratamento em estudo
Fase 2: Testa a eficácia e continua a avaliar a segurança em um grupo maior de participantes que possuem a condição médica alvo do tratamento.
Fase 3: Compara o novo tratamento com os padrões existentes em um grupo ainda maior de participantes, visando confirmar sua eficácia, monitorar efeitos colaterais e coletar informações que permitam seu uso seguro.
Fase 4: Realizada após a aprovação e comercialização do tratamento, esta fase monitora os efeitos a longo prazo e a eficácia do produto na população geral.
Qualquer tratamento médico pode ter risco. Por isso, o paciente voluntário terá todas as informações sobre a pesquisa, seus benefícios e possíveis efeitos colaterais. O médico investigador dará todo o suporte durante todo o processo, fazendo junto com o paciente a vigilância de possíveis efeitos adversos do tratamento.
É importante ressaltar que o voluntário de pesquisa não é cobaia humana. A participação na pesquisa só acontece com o total consentimento do paciente, e há direitos e deveres a serem cumpridos, tanto pelo investigador quanto pelo voluntário.
A resposta felizmente é não, muito pelo contrário, pois os centros de pesquisa são autorizados a custear todas as despesas com deslocamento e alimentação que o paciente tenha. Para participar da pesquisa, o paciente não tem custos com consultas e nem com exames. Pela legislação brasileira, os pacientes também não podem ser remunerados por participar de qualquer pesquisa.
-É direito do voluntário receber todas as informações (objetivos, procedimentos, riscos, benefícios, reembolsos, uso de dados) de forma clara e compreensível e assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) antes de participar.
-Não arcar com despesas relacionadas à pesquisa — consultas, exames, transporte e alimentação são reembolsados ou custeados pelo patrocinador.
-Ter acesso aos resultados dos exames realizados durante a pesquisa.
-Receber, sem custos, atendimento médico imediato e integral para quaisquer danos decorrentes da participação, bem como indenização apropriada.
-Ter acesso à comissão de ética que fiscaliza a pesquisa: Todas as pesquisas devem passar por análise e acompanhamento de Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) e pela instância recursal (CONEP), cujas funções incluem proteger a segurança e bem-estar do participante.
O paciente voluntário também tem os deveres que devem ser cumpridos à risca para que o estudo obtenha resultados satisfatórios:
• Passar o histórico de saúde ao médico;
• Tomar todas as medicações prescritas corretamente;
• Informar ao médico sobre qualquer problema ou intercorrência enquanto estiver participando da pesquisa;
• Comparecer a todas as consultas agendadas.
Assim que o paciente aceita participar da pesquisa, ele passa a ter todos os contatos do médico e da equipe de pesquisa, 24h por dia, 7 dias por semana.
Além disso, ele também pode entrar em contato, a qualquer momento, com o Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) e a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), em caso de dúvida ética. Também pode fazer contato com a Anvisa, que garante as condições sanitárias das instalações em que as pesquisas ocorrem.
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